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Dorian Gray e o retrato de sua vergonha

Finalizei recentemente o livro O Retrato de Dorian Gray e já se tornou um dos meus favoritos. Para quem não conhece, é a história de um jovem cujo retrato envelhece em seu lugar e reflete seus pecados, enquanto sua aparência física se mantém a mesma ao longo de sua vida hedonista.

Um dos maiores medos do protagonista era que outros olhos, além dos dele, vissem a degeneração de seu retrato e, assim, pudessem enxergar a verdadeira face de Dorian Gray e de todos os seus atos pecaminosos.

Ele manifesta o desejo de praticar boas ações em apenas dois momentos da obra, mas não por um dever moral kantiano, e sim por interesse próprio, buscando melhorar sua imagem e aliviar sua consciência. Dorian os faz na tentativa de livrar o retrato de sua vergonha.

O livro nos leva a refletir sobre o peso de nossas ações e o impacto que elas têm não apenas em nossa reputação, mas também em nossa mente e na daqueles que estão ao nosso redor.

Aqui estão alguns trechos que destaquei:

A sociedade ultracivilizada pelo menos, dificilmente crê ou admite a maldade dos que são ricos e belos.

Tua arte foi tua vida. Tu mesmo te puseste em música. Teus dias são teus sonetos.

Ser bom é estar em harmonia consigo mesmo [...], como ser mau é viver em harmonia com os outros.

Quem seria capaz de dizer onde cessam as impulsões da carne e onde começam as sugestões psíquicas?

A experiência não tem valor ético. É somente o nome que os homens dão a seus erros.

Os homens, hoje, amedrontam-se deles mesmos. Esqueceram-se do maior e todos os deveres, do dever que cada um deve a si próprio.

... considero que influir sobre uma pessoa é transmitir-lhe um pouco de sua própria alma; esta pessoa deixa de pensar por si mesma, deixa de sentir suas paixões naturais. Suas virtudes não são mais suas. Seus pecados, se houver qualquer coisa semelhante a pecados, serão emprestados

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